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domingo, 26 de maio de 2013

Ciume

Como pode uma relaçao de amor nao ter a componente ciume? Como pode no bondage nao existir ciumes quando a entrega mutua e enorme?Para haver entrega,ha amor...quando ha amor,ha ciume.Uma regra simples que muitos nao aceitam como verdadeira.Porque?
   
      -Começaria por dizer ser por educaçao,experiencias menos conseguidas ou sentimento de fraqueza.
Educaçao porque somos educados a pensar que os ciumes sao nefastos a um relacionamento..Nao nos dizem e que para isso acontecer terao que ser doentios...esses sim, nao fazem bem a ninguem.
       -Quanto as experiencias,pois bem, muita gente ja amou e magoou-se com essa atitude. Mas se pensarmos bem, a vida e um conjunto de alegrias e tristezas que vai surgindo e combatendo-se umas as outras. Nao vale a pena nao aproveitar porque ja se sofreu...nunca iriamos saber como e bom uma relaçao feliz...
        -Sentimento de fraqueza e desculpa dos proprios fracos, os que nao aceitam que ter sentimentos faz parte da nossa essencia e da nossa felicidade. Sem emoçoes somos vazios.
         -em suma, a vida e muito mais que uma passagem..E o que conhecemos e sabemos que podemos tirar muito partido dela..o alem ninguem conhece...Porque nao sermos felizes aqui?

        -Aplicando esta forma de pensar ao BDSM, penso que uma relaçao de casal assumido e muito prazerosa embora poucos tenham a coragem de a levar em frente. A entrega que uma esposa, (caso seja ela a submissa), devota a um marido e de tal ordem que ele se sente contente, bem na vida, idolatrado e sera sempre um homem presente e amigo. Para a mulher submissa, relaçao de entrega total e a ideal.. Com ele como companheiro sera possivel a felicidade que tantos procuram. Encaixam na perfeiçao. E a minha experiencia que o diz. Como todos sabemos a mulher sentindo receber, dara sempre muito mais..ou tentara. E a maneira que tem de viver, para o bem e para o mal...Tambem aqui os ciumes sao importantes..nao sendo em exagero sao o barometro do nosso comportamento e estando atentos, homem e mulher ao parceiro, muito facil sera perceberem o que de errado se passa. Muito mais que a sensaçao de estar tudo bem e de repente rebentar uma guerra que por norma provoca separaçoes, violencia fisica e duas vidas destruidas.

1 comentário:

rubi disse...

“O ciúme nasce sempre do amor, mas nem sempre morre com ele.”

- François de la Rochefoucauld (escritor francês do século XVII)

Uma pessoa que vive alguns anos dentro de um relacionamento já de si não muito saudável com o acréscimo de ser alvo de ciúmes doentios começa a olhar para os ciúmes de uma forma diferente. Começa ela própria a procurar uma definição muito pessoal para o ciúme. Acredita que esse sentimento tão negativo não tem razão de existir entre duas pessoas que se amam. Ciúme é falta de confiança no parceiro quando ele não faz nada nesse sentido. É um sentimento que à partida ela rejeita sentir.
Quando passados alguns anos se apaixona de novo e se entrega completamente a esse amor entra em conflito consigo própria. Não pode estar a sentir algo que sempre negou uma vida inteira. Sentir ciúmes é sinal de fraqueza e não consegue lidar com isso. Sente-se fraca por ser assolada por tal sentimento negativo... procura razões para sentir ciúmes... tem consciência que o companheiro não lhe dá motivos para se sentir assim... apenas a sua insegurança alimenta esses ciúmes... sente tristeza e desgosto porque sabe que está a ser injusta... não consegue esconder o que sente, o seu semblante fica triste e o seu companheiro a questiona... surge então a vergonha por ter dentro dela esse sentimento... Ela já foi alvo de ciúmes, sabe o quanto isso dói e destrói uma relação... fica receosa porque não consegue controlar e lidar com isso... receia que aquelas suas manifestações sufoquem o companheiro... sabe que está nas suas mãos aprender a ser mais confiante em si própria e não deixar que os ciúmes minem a sua lucidez e acima de tudo não deve permitir que esses ciúmes ensombrem uma relação tão bonita e um amor tão sublime.
Mas uma coisa é pensar...outra é não saber como fazer